quarta-feira, 16 de maio de 2012
Eleições na Venezuela: vantagem de Chávez aumenta para 36 pontos
do Diario Ojo Pelao
A cinco meses de los comicios presidenciales del 7 de octubre, el mandatario nacional cuenta con 57% de intención de voto, indicó el director de la encuestadora, Jesse Chacón.
El Grupo de Investigación Social Siglo XXI (GIS XXI), en su análisis estadístico mensual señaló este miércoles, que el Presidente de la República, Hugo Chávez, cuenta con una intención de voto del 57% , mientras que el 21% respalda al candidato de la oposición, de cara a los comicios del 7 de octubre venidero.
Así lo indicó el director de la encuestadora, Jesse Chacón, en su acostumbrada rueda de prensa mensual.
El estudio se basa en 9 mil 300 entrevistas distribuidas proporcionalmente según el número de población por estado, con un nivel de confianza de 95% y un margen de error de 1%.
Entre otros datos destacados, indicó el titular de GIS XXI, está que el Jefe de Estado cuenta con mayoría de respaldo en los sectores populares del país. En los estratos “D” el líder venezolano es respaldado por un 58,6%, mientras que en el “E” tiene el 68,3%.
Por otra parte, el 66% de los encuestados evalúa de manera positiva el desempeño del mandatario venezolano, al tiempo que el 70% señala que el próximo año su situación económica personal mejorará.
En cuanto a las políticas sociales que impulsa el Gobierno Bolivariano, la encuestadora apunta que el 57% de la población declara ser beneficiada por la Misión barrio Adentro, mientras que el 65% considera que el funcionamiento de la Gran Misión Vivienda Venezuela es Muy Bueno/Bueno.
Al referirse a las políticas de la Revolución dirigidas al sector alimentación, el 54% de los encuestados afirmó ser beneficiada por Pdval. El 76% califican de positivo el funcionamiento de las Misiones Socio-Productivas.
Asimismo, destacó que el 70% de la población ha sido beneficiada con algunas de las Misiones.
El sondeo de opinión se realizó entre el 11 de abril y el 05 de Mayo de año en curso.
terça-feira, 15 de maio de 2012
"O suicidário", blog sobre grandes personalidades suicidas do mundo da reflexão e da escrita
por Paulo Jonas de Lima Piva
Está no ar o blog O suicidário, de Marcelo Ronconi. Nele encontramos uma compilação de biografias de grandes personalidades do pensamento e da escrita que optaram pela morte voluntária e autônoma, como o filósofo Georges Palante (foto), por exemplo.
Para acessá-lo é só clicar: http://osuicidario.blogspot.com.br/
Veja, como o crime organizado faz jornalismo
do Brasil de Fato
A aliança da revista Veja com o crime organizado rendeu denúncias que reverteram em ganhos econômicos para a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira e seus aliados políticos
09/05/2012
Editorial da edição 480 do Brasil de Fato
A Operação Monte Carlo, desencadeada pela Policia Federal (PF) para desbaratar a quadrilha comandada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, já é merecedora de um mérito: publicizou o conluio de setores da grande mídia com o crime organizado para alcançar objetivos econômicos e políticos.
As investigações da PF, com informações documentadas e já amplamente divulgadas, atestam que o bicheiro utilizava a revista Veja, do grupo Abril, para disseminar perseguições políticas, promover suas atividades econômicas ilegais, chantagear, corromper e arregimentar agentes públicos. A revista se prestava a esse esquema de coação e chantagem do bicheiro.
Em troca, a revista da família Civita recebia do contraventor informações, gravações e materiais – na maioria das vezes obtidas de formas criminosas – que alimentavam as páginas da publicação, para destilar seu ódio e preconceito contra seus adversários políticos, principalmente os do campo do PT.
A aliança da revista Veja com o crime organizado rendeu denúncias que reverteram em ganhos econômicos para a organização criminosa de Carlinhos Cachoeira e seus aliados políticos – os contratos da construtora Delta com governos estaduais precisam ser profundamente investigados – e se constituíram em instrumento de pressão e amedrontamento de autoridades públicas. Dessa forma, consolidaram um esquema criminoso, milionário, com ramificações privadas e públicas, nas três esferas da República.
O conluio, mais do que reportagens jornalísticas, rendia conspirações políticas e econômicas.
O acinte à democracia do país alcançou ao nível de planejar a desestabilização e queda do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. Enquanto Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes (ex-Dem) gargalhavam por fogo no país, a revista projetava o senador como o prócer da moralidade pública, com perspectivas de vir a ser candidato à presidência da República. Era o crime organizado, com a participação do Grupo Abril, tramando desestabilizar governos e tomar conta da máquina estatal.
No entanto, a revista Veja era pequena e insignificante para os objetivos que o conluio se propunha alcançar. Precisava de ajuda. Os telejornais da Rede Globo se prestaram a dar a ajudava de que necessitavam. Com sua peculiar e esculachada crítica, o jornalista Paulo Henrique Amorim sintetiza a mútua ajuda que se estabeleceu: “o Jornal Nacional não tem produção própria. A revista Veja não tem repercussão nacional. O crime organizado se organiza na Veja e se expande no Jornal Nacional”. Em um jornalismo sem ética, sem compromisso com a verdade e interesses públicos, que se dane a verdade factual. O que interessa, para esse tipo de jornalismo, é a versão dos fatos que atendam aos interesses dos que mantém o monopólio da informação.
Sempre que é questionada por praticar esse tipo de jornalismo, a mídia se defende afirmando que tem a capacidade de se autorregulamentar. O conluio Veja-crime organizado sepultou essa tese. Até esse momento impera o silencio da mídia burguesa sobre os vínculos da revista com a organização criminosa do bicheiro.
O jornalista Jânio de Freitas, um dos mais renomados colunistas da Folha, fez uma detalhada radiografia da organização montada pelo contraventor e suas extensas ramificações. Não disse uma única palavra das suas ramificações com a mídia. Mais do que escreveu, a sabuja lacuna do seu artigo evidenciou o medo que impera entre o patronato da grande mídia e a capacidade desse lamaçal engolir, inclusive, jornalistas decentes.
Ao pacto de não noticiar a promiscuidade do grupo Abril com o crime organizado juntam-se, agora que a CPMI está instalada, os esforços para evitar que os que se beneficiaram com a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira sejam convocados a dar explicações no Congresso Nacional e para sociedade.
O deputado federal Miro Teixeira (PDT/RJ) articula um pretexto jurídico para impedir a convocação de jornalistas e proprietários das empresas de comunicação envolvidas nas atividades criminosas do bicheiro.
Um dos mais altos executivos do grupo Abril já perambulou pelos corredores e gabinetes do Congresso numa tentativa de evitar que seu patrão, Robert Civita, tenha que prestar esclarecimentos na CPMI. A Globo, fato noticiado, enviou um mensageiro para informar (ou seria ameaçar?) o Palácio do Planalto: se o empresário Robert Civita for convocado pela CPMI, os meios de comunicação declaram uma guerra sem limites contra o governo.
É de lamentar que a Rede Globo não tenha a coragem de publicar essa posição política nos editoriais dos seus jornais e divulgá-la em seus telejornais.
Caso os parlamentares da CPMI se rendam às pressões dos grupos empresariais da mídia, estarão sendo coniventes com práticas criminosas e institucionalizado duas categorias de cidadãos nesse país: os que podem ser convocados para depor numa CPMI e os que não devem ser convocados.
Há um enorme volume de informações e provas que atestam que setores da mídia estão envolvidos com atividades de organizações criminosas e que atentaram contra a democracia do nosso país. É inadmissível que os que participaram ativamente na organização criminosa, e dela se beneficiaram, não sentem no banco dos réus alegando, unicamente, a condição de serem patrões.
O Congresso Nacional instalou, atendendo os anseios da sociedade, uma CPMI para investigar as atividades do crime organizado com suas ramificações na mídia e nas três esferas da estrutura do Estado. Os parlamentares que compõe essa CPMI tem a responsabilidade de não frustrar a sociedade, apurar os fatos com profundidade e criar as condições para que seus responsáveis prestem contas à justiça, além de legar ao país uma legislação que, ao menos, iniba essa prática de jornalismo associado com o crime organizado. A Lei dos Meios de Comunicação é cada vez mais necessária e inadiável.
"Diógenes o cínico", livro de Luis Navia, lançado pela Odysseus em 2010
do site da Livraria Cultura
Este livro fala sobre o conceito de Diógenes. Segundo o autor pode-se dizer que todo século precisa da coragem para tolerar a figura de Diógenes, já que a presença de um cínico genuíno em meio a nós pode servir como um ajustador contra a confusão e a inércia. É por esse motivo que, em repetidas ocasiões, Diógenes é evocado. Ele pode tentar manter despertos e espertos para a pista correta. O retorno de Foucault a Diógenes manifesta a necessidade dos que têm fome de honestidade existencial a ponto de ressuscitarem o homem que insistia em chamar as coisas por seu nome correto e que praticou a arte de dizer tudo, a qual recebeu o nome de parrhesía.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
A resposta da "Carta Capital" à estranha obsessão do pastor Silas Malafaia contra os homossexuais
da Carta Capital
Imagine o pastor Silas Malafaia acusando alguém de ser preconceituoso. Soa tão irreal quanto o senador Demóstenes Torres reclamar da corrupção no País. Mas, convenhamos, o Brasil é uma terra peculiar e os dois casos acontecem, e muito. Malafaia parou por alguns minutos a sua contínua pregação contra homossexuais (uma de suas principais estratégias para arrebanhar fiéis, frisa-se) para enviar um e-mail à redação. Os endereçados eram a repórter Beatriz Mendes, do site de CartaCapital, e os editores da revista.
O motivo: a repórter assina matériaem que relata a pressão dos movimentos LGBT sobre a Avon, empresa de cosméticos que disponibiliza catálogos de livros aos clientes – entre estes, obras de Malafaia, o homem em plena cruzada para eliminar a homossexualidade da humanidade.
O pastor chama Beatriz de “preconceituosa”, “ridícula” e “tola”, somatizando na repórter questões profundas que ele precisaria discutir com seu próprio terapeuta. De quebra, sugere que ela seja gay, o que faz dele, além de tudo, um futriqueiro.
Diz Malafaia: “A jornalista é tão preconceituosa e ridícula nos seus comentários que ela diz: ‘Em 2006, foi ele [Silas Malafaia] o responsável por uma manifestação diante do Congresso Nacional contra a lei criminalizadora da homofobia. Na ocasião o pastor afirmou que relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são a porta de entrada para a pedofilia’. Que absurdo a deturpação dessa preconceituosa jornalista que escamoteia a verdade! O que eu disse foi: ‘O PLC 122 é a porta de entrada para a pedofilia, pois no seu preâmbulo está escrito a livre expressão sexual’.
Leia também:
Como pode-se perceber, o pastor reclama que a repórter interpretou corretamente a visão de Malafaia sobre a PLC 122, justamente a que criminaliza a homofobia. Nesse caso, a livre associação de uma relação entre homossexuais e pedófilos seria tão errado quanto dizer que todo pastor neopentecostal é um canalha que só pensa em tirar dinheiro dos fiéis. Há pastores bons e há pastores corruptos, assim como há pedófilos heterossexuais e homossexuais. Falta conhecer melhor o assunto sobre o qual tanto se manifesta e tanto odeia.
Prossegue o pastor:
“A segunda mentira, deslavada e preconceituosa, prova que a jornalista não lê noticiários e outros jornais, o que faz dela uma tola. Ela escreveu que eu havia falado em meu programa: ‘Deveriam descer o porrete nesses homossexuais’. Sua atitude foi pior do que a da Polícia Federal durante a ditadura, que isolava palavras para incriminar os desafetos”. E conclui contando ter sido absolvido no processo, o que é verdade.
O vídeo editado a que Malafaia se refere é este aqui. Resolvemos, então, ir atrás do contexto total do vídeo. Malafaia diz que a igreja católica “deveria descer o porrete nesses homossexuais”. Ele alega que usou o termo no sentido figurado. Pode até ser verdade, mas isso não tira a agressividade do termo nem o ódio desferido aos gays.
O restante desse vídeo, como o leitor pode ver, mostra um pastor absolutamente comprometido com a intolerância sobre quem gosta de pessoas do mesmo sexo em uma tevê. Por volta do minuto 5:50, chama os homossexuais de doentes:
“Aí eu pergunto pra você (hãhãhã): quem são verdadeiros os doentes? É isso que eu não me calo. Os caras querem com essa pseudolei de homofobia (que a homofobia já tem lei, pra quem bate e mata homossexual vai pra cadeia), eles querem uma lei do privilégio pra falarem o que quiserem e ninguém diz nada. E sabe por que ninguém diz nada? Eu vou soltar o verbo aqui: porque lá dentro das editorias estão cheios de gays! É isso aqui! E eles manipulam a informação! Tá lotado de gays nas editorias de tevês e jornais”.
Bem, até onde se sabe felizmente ninguém apanha nas ruas pelo simples fato de ser e parecer evangélico. Infelizmente essas coisas acontecem com gays e lésbicas.
Saiba também o pastor que uma das mais interessantes qualidades do jornalismo como profissão é justamente a tolerância com homossexuais. As redações estão repletas deles por um motivo muito simples: se o jornalista homem vai para a cama com outro homem, seja este um engenheiro ou um pastor evangélico, isso só diz respeito a ele mesmo e a seu parceiro.
Preferência sexual não é um pré-requisito dessa profissão nem de nenhuma outra. É bom que seja assim.
Neste mesmo programa, Malafaia achincalha pastores que não se posicionam contra a existência de homossexuais (a partir do 10º minuto). E, para tal, cita um trecho da Bíblia, desconsiderando totalmente o fato de que só os beócios interpretam o livro sagrado ao pé da letra:
“Como tem gente medíocre no nosso meio… alguns pastores vão pro púlpito: ‘pastor não é pra se meter nisso’(…) Queridô, (…) para com essa falsa espiritualidade. É isso que o diabo e os ímpios querem: que a gente fique calado. Mas eu vou mostrar uma coisa na Bíblia pra vocês até pra alguns do nosso meio. Olha a sua covardia: ‘Acho que não deveríamos falar nada contra o homossexualismo, nós temos que amá-los”’, e cita um trecho bíblico.
E para encerrar em grande estilo, o pastor Silas Malafaia termina o programa elogiando o blogueiro da revista da Veja, Reinaldo Azevedo. Embora considere que ambos se mereçam, CartaCapital se recusa a tecer comentários. Ao hospício o que é do hospício.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Quem acredita na imprensa de Itapira? "Portal Cidade de Itapira" lança nota mentirosa sobre candidatura do PSOL no município
por Paulo Jonas de Lima Piva
O "Portal Cidade de Itapira", panfleto munhozista na internet, publicou a seguinte mentira na sua página acerca do PSOL de Itapira:
"Junto ou separado. O PSOL está aguardando os desdobramentos do movimento contrario ao reajuste dos vereadores para decidir a participação eleitoral. Poderá sair com Leandro Sartori como candidato a prefeito ou juntar forças com Alberto Mendes"
O leitor pode conferir essa mentira no seguinte endereço:
Senador do PSOL detona o PSOL: há setores fascistas no PSOL
Senador Randolfe Rodrigues diz que há setores fascistas no PSOL
do Globo
Parlamentar, que já pertenceu ao PT, não nega boatos de que pode deixar o partido
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) assumiu o mandato no ano passado como o mais jovem integrante da nova legislatura. Rapidamente, tornou-se um dos mais atuantes parlamentares do Congresso. Combativo e crítico ao governo, tornou-se autor das principais representações contra autoridades, entre elas a que pede ao Conselho de Ética a cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Apesar do momento de glória em Brasília, o senador, de 39 anos, está em crise com seu partido. Filiado ao PSOL desde 2005, quando deixou o PT após 19 anos de militância - começou a militar ainda na adolescência - Randolfe se sente acuado por integrantes da legenda. E não nega que pode sair do partido.
- Eu de fato quero um partido de massas, que governe para milhões. O partido tem de avançar para isso. Às vezes, o PSOL se limita a dialogar apenas com um gueto. Esse é o meu incômodo. Vou aguardar as eleições municipais e espero que o partido saia bem. Depois delas, vou definir o que farei - diz.
Apesar de ter se projetado nacionalmente, são as questões locais que levaram o senador ao desconforto com a legenda. Segundo ele, a busca por investimentos nacionais e estrangeiros para desenvolver a infraestrutura de seu estado, o Amapá, foi criticada intensamente por correligionários:
- Isso foi tido por alguns como uma conversão ao capitalismo. É uma argumentação tosca, inadequada, e não é de esquerda. É fascista. Hitler e Mussolini defendiam a mesma ideia de realidades isoladas, sem diálogo com o mundo.
Outro fato que teria ensejado críticas internas foi sua sugestão de criar um museu sobre a luta dos aliados no combate ao eixo nazifascista. Assim como o Rio Grande do Norte, o Amapá abrigou durante a Segunda Guerra uma base aérea dos aliados para apoio ao combate em solo europeu. Randolfe defendia então que o museu fosse construído com recursos do governo do estado e do governo americano.
- Quando defendi a construção de um museu sobre a luta dos aliados no combate ao nazifascismo, afirmaram que eu tinha me convertido ao imperialismo. Existe uma lógica autofágica dentro do partido. Não há compreensão de muitos setores a esse espaço do Parlamento. Há uma conversão da idiotice em má-fé. Eles não leram uma obra básica do Lenin: Esquerdismo, a doença infantil do comunismo.
O senador diz que hoje não há qualquer partido em vista, mas reconhece que já foi cortejado:
- Sempre tem uma troca de charme, mas neste momento é uma resposta que não tenho amadurecida. Fora do PSOL, eu teria dificuldade de saber o caminho. Mas, no espectro político brasileiro, cabe a um partido mais à esquerda que dialogue com a social-democracia, e não que rompa com a social-democracia.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
A Rede Globo está apoiando a candidatura do Marcelo Freixo (PSOL) no Rio?
Ley de Medios: vitória de Comparato. O PSOL é mudo?
do Conversa Afiada
Bocejo de Sísifo LXXXVI
por Paulo Jonas de Lima Piva
"As borboletas voam porque não se levam a sério"
Millôr Fernandes
O ridículo de se orgulhar de algo, de procurar e cavar sentido nas coisas, de dormir toda noite para voltar a respirar logo de manhã, de não perceber o voo pedagógico das borboletas...
Manifesto convoca população para protesto em frente à sede da Editora Abril
do Pragmatismo Político
Intenção é impedir que Roberto Civita, dono da revista Veja, seja blindado e não compareça à CPI do Cachoeira. São inúmeros os indícios que apontam o envolvimento da publicação da Abril com o bicheiro contraventor.
A revista VEJA de Roberto Civita entrou para as páginas policiais. Ontem em horário nobre a TV Record dedicou 15 minutos de seu programa “Domingo Espetacular” para denunciar a relação de Veja com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.
Com exceção da TV Record há um silêncio absoluto na “grande imprensa” sobre esse assunto. O caso é equiparado ao escândalo Murdoch na Inglaterra e coloca em pauta na sociedade a necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações.
Os documentos a que o Domingo Espetacular teve acesso com exclusividade trazem provas de que as informações trocadas entre Cachoeira e o diretor da Veja resultaram ao menos em cinco capas da revista de maior circulação do País (confira aqui).
As gravações registram ainda que a influência da revista esbarra em outras esferas do poder, como na pressão para demissão da cúpula do Ministério dos Transportes, que havia se desentendido com um dos aliados do contraventor, a construtora Delta. Por meio do que Cachoeira passava para ser publicado na Veja, vários funcionários do ministério foram afastados.
Ismael Cardoso, diretor de comunicação da UJS, ressalta que “o ato não tem por finalidade a cassação de nenhum veículo de informação, mas, que estes veículos devam ser tratados como suspeitos e convocados para depor na CPI do caso Carlinhos Cachoeira, precisamos denunciar a sociedade o banditismo que se instalou nos meios de comunicação”
Para Altamiro Borges, presidente do instituto Barão de Itararé “a revista instalou um verdadeiro vale tudo, se utilizando de práticas criminosas – desde escutas ilegais à complacência com o crime organizado – , o caso é muito parecido com o que ocorre na Inglaterra, com Ruperth Murdoch, denunciado por crimes parecidos com os que a revista Veja cometeu, precisamos denunciar”.
Em defesa da liberdade de expressão e contra a postura criminosa da Revista VEJA, o ato da UJS ocorre nesta terça-feira, às 15 horas, em frente ao prédio da editora Abril.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Sabotaram a distribuição da última Carta Capital? Edição que traz o dono da revista Veja na capa e matéria sobre o esquema Veja-Cachoeira não é encontrada em algumas regiões de São Paulo
por Paulo Jonas de Lima Piva
A última edição da revista Carta Capital foi anunciada pelas redes sociais já na sexta-feira, dia 4. Ela traz na capa uma bomba: a imagem do dono da revista Veja e um dos barões da oligarquia midiática brasileira, Roberto Civita, ao lado da expressão "Nosso Murdoch", alusão ao magnata britânico da mídia envolvido em escândalos de espionagens e manipulações no seu país. O destaque da nova Carta é para as mais recentes descobertas que tornam ainda mais íntimas as relações da cúpula da revista da Editora Abril com os esquemas do bicheiro Carlinhos Cachoeira na preparação de golpes contra políticos ligados ao governo Lula e Dilma. Entretanto, curiosamente, em bairros da cidade de São Paulo como Mooca e Vila Prudente a edição não foi encontrada em nenhuma das suas principais bancas. Até onze da manhã desta segunda, a revista Carta Capital com a matéria de capa sobre as ligações da maior revista semanal do Brasil com o bicheiro e com armações políticas contra os governos do PT continuava ausente nessas bancas, ao contrário da última edição da Veja, em que a revista tenta se desvencilhar de Cachoeira logo na capa, encalhada aos borbotões.
Diante desse cenário, fica a questão paranoica, porém, bastante justificada pela curiosa coincidência: por que justamente a edição da Carta Capital que denuncia com contundência a ligação da Veja com o crime organizado e com a preparação de armações e golpes contra políticos que contrariaram os interesses do bicheiro não chegou em todas as bancas do Brasil esta semana? Será que foram só os bairros paulistanos da Mooca e da Vila Prudente os premiados com esse, digamos, "deslize" ou "falha" das distribuidoras?
A propósito, quais são as empresas que fazem a distribuição de jornais e revistas pelas bancas do Brasil? Seriam elas empresas terceirizadas, independentes, ou empresas tentáculos de grandes editoras como a Abril Cultural, responsável pela Veja? Mais: quais são os critérios de distribuição utilizados por essas empresas, ainda mais quando são empresas tentáculos? Empresas a serviço da editora Abril (isto é, a serviço da Veja) distribuiriam com o mesmo empenho pelas bancas do país a principal concorrente ideológica de Veja, a Carta Capital? Em suma, muita coincidência...
A propósito, quais são as empresas que fazem a distribuição de jornais e revistas pelas bancas do Brasil? Seriam elas empresas terceirizadas, independentes, ou empresas tentáculos de grandes editoras como a Abril Cultural, responsável pela Veja? Mais: quais são os critérios de distribuição utilizados por essas empresas, ainda mais quando são empresas tentáculos? Empresas a serviço da editora Abril (isto é, a serviço da Veja) distribuiriam com o mesmo empenho pelas bancas do país a principal concorrente ideológica de Veja, a Carta Capital? Em suma, muita coincidência...
Record expõe relações Veja-Cachoeira: segredo de Poli-chinelo em horário nobre
por Rodrigo Vianna
Bob Civita ficou mais parecido com Rupert Murdoch – o barão da mídia investigado por ações criminosas na Inglaterra.
Bob e Abril foram pra tela da TV, em horário nobre: 15 minutos devastadores de reportagem – bem editada, didática, com texto sóbrio e ótimos entrevistados. E isso tudo não se passou num canal de notícias, a cabo. Não. Foi na TV aberta, num domingo à noite. As relações entre ”Veja” e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira foram expostas de maneira inédita para milhões de brasileiros.
Quem navega pelos blogs e as redes sociais talvez já conhecesse boa parte das informações apresentadas na boa reportagem de Afonso Mônaco, no Domingo Espetacular da Record.Mas o público da TV aberta é outro. Esse foi o grande mérito da matéria. Falou para gente que ainda não sabia detalhes dos fatos.
Além disso, serviu para “furar o cerco”. Há, claramente, um pacto entre a chamada “grande imprensa”. Ninguém avança nas investigações sobre “Veja”/Cachoeira. Nesse domingo mesmo, de forma tímida, a ombudsman da “Folha” cobrou do jornal mais informações. Pelo que se sabe,os chamados “barões da imprensa” fizeram um pacto e teriam mandado recados ao governo: não aceitarão a convocação de nenhum deles à CPI.
É um pacto contra a verdade. Contra o jornalismo. Essa gente me faz lembrar aquela velha figura do sujeito que, diante da enchente que ameaça romper uma represa, acha que pode conter o desastre colocando um dedo na rachadura da barragem. Não adianta, minha gente! As águas vão rolar. Já rolaram, aliás…
"Veja”, “Globo”, “Folha” são sócios na campanha iniciada lá atrás, em 2005, quando decidiram partir pra cima do governo Lula. Quem não se lembra? Semanas seguidas, a “Veja” dava uma capa bombástica contra o governo e, no sábado à noite, lá vinha o “Jornal Nacional” pra “repercutir” a reportagem. Em geral, o JN promovia uma “leitura” televisiva de “Veja”. Na época, na Globo, até brincávamos: Ali Kamel tinha descoberto uma nova linguagem de telejornalismo – recheava a tela com páginas da revista, e colocava um repórter para ler o conteúdo. Era televisão por escrito.
Mais que isso. Em 2006, perto do primeiro turno das eleições, lembro-me perfeitamente da semana em que a “Istoé” trouxe uma entrevista do empresário Vedoim, com sérias denúncias que respingavam nos tucanos. Foi na mesma semana em que os “aloprados” acabaram presos com dinheiro quando se preparavam pra comprar um dossiê contra tucanos (supostamente, o conteúdo do tal dossiê era semelhante ao da reportagem da “Istoé”). A Globo, naquela semana, criou uma força-tarefa para detonar os aloprados. Jornalisticamente, estava certo. Era assunto relevante. Mas e o outro lado? Foi o que eu e alguns colegas perguntamos ao chefe da Globo em São Paulo. “Não vamos repercurtir a capa da Istoé, do mesmo jeito que fazemos toda semana com a Veja?”, indaguei do chefe. Ele deu um sorriso maroto, e concluiu: “a Istoé é uma revista sob suspeita”.
Lembro de ter perguntado a ele: “quem decide que a Veja é séria, e a Istoé é suspeita?”. Ele respondeu com outro sorriso. Hoje, a “Veja” é uma revista sob suspeita. E isso, de certa, forma respinga pro lado da Globo. A grande fonte do JN de Kamel, durante anos, bebia nas águas de Cachoeira.
A Suzana Singer – ombudsman, jornalista correta que eu conheço há muitos anos – pode continuar cobrando que a “Folha” exponha os podres da “Veja”. A direção do jornal já tomou sua decisão de blindar a “Veja”. Decisão inútil, aliás. Porque a relação entre a revista de Bob Civita e a quadrilha de Cachoeira tornou-se um segredo de Poli-chinelo.
Nas redes sociais, a “Veja” segue apanhando. No twitter, pela terceira semana seguida, a revista foi parar nos TTs (espécie de ranking que aponta assuntos mais comentados): #VejaBandida, #Vejapodrenoar, #VejavaipraCPI.
A revista tenta se defender nas redes sociais, de forma patética. É batalha perdida.
O que pode fazer a Abril? Conversava sobre isso com outro blogueiro sujo nesse domingo à noite. A conclusão: o melhor que a editora pode tentar, a essa altura, é agir em silêncio, pressionando nos bastidores, para evitar a convocação de Bob Civita.
Pode até conseguir – dada a tibieza de algumas lideranças no campo governista. Mas será impossível evitar que a “Veja” vire tema da CPI.
“Poli” e “PJ” (nos grampos, era assim que a turma do Cachoeira tratava Policarpo Junior, o diretor da “Veja” em Brasília). “Pensei que ele fosse me dar um beijo na boca”, disse um dos cachoeirentos num momento de maior descontração, citando o amigo Poli…
Cachoeira virou um editor, a escolher as seções da revista onde gostaria de ver publicadas as notinhas e matérias que lhe interessavam.
Tá tudo nos grampos, escancarado.
Isso não é relação de jornalismo com fonte – como bem explicou o professor Laurindo Leal Filho, na reportagem da Record.
A “Veja” que arrume outra desculpa. Ou que entregue a cabeça de Poli pra salvar a de Bob Civita.
Fonte: http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/record-escancara-relacoes-veja-cachoeira-segredo-de-poli-chinelo-em-horario-nobre.html
Mídia oculta negócios de Serra e Kassab com esquema Cachoeira
do Blog da Cidadania
Esta matéria precisa ser lida não apenas pelos parlamentares membros da CPI do Cachoeira, mas por toda a classe política, sobretudo por aqueles políticos que estão do lado oposto ao que estão os grandes meios de comunicação, o lado governista.
De sexta-feira para cá, falei ao telefone com dois políticos governistas de grande expressão. Ambos, sem combinarem nada entre si, relataram-me que enxergam risco concreto de parte dos governistas na CPI se unir à oposição para aliviar a barra da mídia nas investigações.
Um político governista que integra a CPI (como suplente) e que pode agir nesse sentido é o senador Delcídio Amaral (PT-MS), outro é o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Ambos trabalham, junto à oposição, para blindar a mídia.
Mas não são apenas os membros governistas da CPI que deveriam atentar para este texto, mas toda a classe política, pois político algum pode ter certeza de que estará sempre do lado que a mídia apóia.
Vejam o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que já foi do PSDB carioca e que esteve entre os mais contundentes acusadores do PT durante o escândalo do “mensalão”. Hoje, está no PMDB, é aliado do governador Sérgio Cabral e deixou de receber os favores que a mídia lhe fazia quando estava do lado que ela considera “certo”.
Uma imprensa partidarizada, uma imprensa que escolhe um lado e trabalha por ele não é ruim apenas para a classe política, mas, também, para a democracia e para a sociedade como um todo.
Nesse aspecto, fato recentíssimo comprova, sem deixar dúvidas, que a grande imprensa não passa de um poder discricionário que não hesita até em cometer crimes, como é bem provável que fique caracterizado na televisão neste domingo (6/5) à noite… Mas essa é outra história.
Vamos aos fatos. Matéria da revista IstoÉ desta semana se constitui em uma bomba atômica jornalística, política e institucional, apesar de que boa parte do que a revista revela não é novidade. Matéria da jornalista Conceição Lemes, do site Viomundo, antecipara que a empreiteira Delta fez a festa também em São Paulo.
Todavia, a matéria da IstoÉ vai ainda mais longe. Além de mostrar os contratos suspeitos da empreiteira com o governo do Estado e com a prefeitura de São Paulo durante as gestões José Serra e Gilberto Kassab, mostra escutas da Operação Monte Carlo que incriminam os dois políticos.
Por muito, muito, mas muito menos do que aparece na matéria da IstoÉ contra Serra e Kassab, o governador de Brasília, Agnelo Queiróz, esteve sob bombardeio de toda grande mídia ao longo de semanas. A matéria da revista, que saiu neste fim de semana, até agora não teve destaque em lugar algum da grande mídia, e foi citada de passagem e discretamente em alguns raros veículos.
O Jornal Nacional, por exemplo, um dos que mais atacaram e continuam atacando Agnelo, não disse uma vírgula sobre os gravíssimos indícios que pesam contra os dois políticos paulistas. Não apareceu nada na televisão ou nos jornais impressos neste fim de semana.
A exceção foi uma notinha curta na versão do jornal O Estado de São Paulo na internet e uma matéria mais completa no portal IG. Ambas, porém, publicadas com grande discrição.
A despeito disso, o envolvimento dos políticos paulistas no caso é tão grave que já está sob escrutínio da CPI do Cachoeira e do Ministério Público. Leia, abaixo, a nota da Agência Estado.
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Laço de Cachoeira com Serra é investigado pelo MP, diz revista
Gravações apontariam que a Delta foi favorecida nas obras de ampliação da Marginal do Tietê
Agência Estado
O Ministério Público de São Paulo e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o contraventor Carlinhos Cachoeira investigam um possível favorecimento do grupo do bicheiro em São Paulo, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e durante o mandato de José Serra (PSDB) no governo do Estado (2007-2010) e na prefeitura paulistana (2004-2006).
De acordo com reportagem da revista IstoÉ na edição desta semana, a suspeita é que a construtora Delta, que seria o braço operacional de Cachoeira, teria sido favorecida com a ampliação do número de contratos durante essas administrações.
A IstoÉ afirma que os parlamentares que compõem a CPI tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho de 2011 e janeiro deste ano. Segundo a revista, as gravações apontam que a construtora Delta foi favorecida em contratos de obras de ampliação da Marginal do Tietê, na cidade de São Paulo, e na prestação de serviços de varredura de lixo na capital, que somariam mais de R$ 2 bilhões.
Nas gravações, às quais a revista afirma ter tido acesso, pessoas próximas de Cachoeira fazem referências a adequações de editais e contratos para que a Delta fosse beneficiada.
Na última quarta-feira, o Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar a existência de irregularidades nas licitações, superfaturamento e conluio entre
Em depoimento para a revista, o deputado estadual João Paulo Rillo (PT) diz que a apuração sobre os contratos da Delta pode revelar um “caixa 2″ do PSDB em São Paulo. Já o líder tucano, Álvaro Dias, argumenta que os contratos devem ser verificados com o intuito de apontar se os valores pagos foram justos.
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Estou certo de que boa parte dos leitores se surpreendeu, pois a discrição midiática em torno do caso deve estar mantendo muita gente absolutamente alheia a um escândalo dessa proporção apesar de que o procedimento investigativo do Ministério Público não é de hoje.
Tudo o que há contra os governadores Agnelo Queiróz, Sergio Cabral e Marconi Perillo está presente contra Serra e Kassab nas escutas da Operação Monte Carlo. Não existe justificativa para a mídia não citar os dois ao relacionar políticos envolvidos, mas há uma explicação que nem precisa ser escrita.
Apesar disso, no sábado à tarde surgiu a esperança de que pode estar chegando o Waterloo desse comportamento criminoso da mídia. Este blogueiro e alguns outros fizeram bombar no Twitter a hashtag #VejaPodreNoAr, que, em questão de uma hora, foi parar nos Trending Topics Brasil.
Sugere-se que o leitor fique atento à televisão neste domingo à noite, e não me refiro à Globo. É só o que posso dizer neste momento.
Só digo aos políticos que estão sendo beneficiados por essa máfia midiática que deveriam refletir que nenhum deles sabe quando poderá não estar mais do lado que goza da simpatia midiática. Aos prejudicados que ainda ajudam essa máfia, não adianta dizer nada.
Digressão de Sísifo CLXVI
por Paulo Jonas de Lima Piva
Sua mão descendo pelo meu corpo junto com o domingo. Nada foi lido, pensado ou escrito, só beijado, desnudado, esquecido...
domingo, 6 de maio de 2012
Desfazendo preconceitos: o doutor em Kant pela USP, orientando de Franklin Leopoldo e Silva e diretor de filmes pornôs
Quanto mais Kant melhor: Valter José é filósofo e diretor de filmes pornôs, no limite entre putaria e a crítica da razão pura
do site da Trip
http://revistatrip.uol.com.br/revista/195/reportagens/quanto-mais-kant-melhor.html#banner
Lançamento de "Em nome das Luzes: um desafio à religião", de Antônio Ruzza
Annablume Editora e Livraria Martins Fontes
convidam para o lançamento do livro de
Antonio Ruzza
Em nome das luzes: um desafio à religião
- Livraria MARTINS FONTES, Piso Térreo, Av. Paulista, nº. 509 - São Paulo - SP, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô.
- Estacionamentos conveniados à rua Manoel da Nóbrega, nº. 88 e nº. 95.
-Contato: (11) 2167.9900
ISBN: 978-85-391-0355-3
O tema explorado por Ruzza neste livro consiste na relação entre fé religiosa e pensamento crítico iluminista francês. Se comparadas às britânicas e às alemãs, as Luzes francesas de Voltaire, Diderot, D’Holbach e até mesmo as de Rousseau, além de muitos filósofos menos conhecidos, são indubitavelmente mais radicais e engajadas, quando o assunto é religião. Isso pode ser explicado pela lei física da ação e reação, ou seja, em grande medida como um reflexo da própria radicalidade do ambiente político e social da França absolutista, no qual a nobreza e o clero eram unidos na defesa dos seus interesses e dos seus dogmas. Tanta intolerância e repressão só poderiam motivar o surgimento de um pensamento rebelde e militante, às vésperas da Revolução. Eis porque nas Luzes francesas a crítica religiosa não se limitou ao anticlericalismo, à refutação dos dogmas católicos e à proposta do deísmo, como em outros iluminismos do período. A união entre coroa e batina no Ancien Régime fecundou também, embora com menor expressão, o materialismo e o ateísmo.
Digressão de Sísifo CLXV
por Paulo Jonas de Lima Piva
Fora de você o meu projeto é o mesmo de Dostoiévski: enlouquecer.
Fora de você o meu projeto é o mesmo de Dostoiévski: enlouquecer.
sábado, 5 de maio de 2012
De Roberto Civita, dono da Veja: "Não tem arrego, vou derrubar a Dilma"
do Blog da Cidadania
No último domingo, o ator José de Abreu, esse simpaticíssimo sessentão paulista de Santa Rita do Passa Quatro, soltou uma nota no Twitter que, desde então, vem sendo objeto de curiosidade e de intensos debates na internet devido ao teor explosivo que encerra. Abaixo, a reprodução da nota do ator. Foi capturada em seu perfil naquela rede social.
Diante da enormidade que é haver dado concreto sobre uma premissa que todos os que se interessam por política já intuíam diante do comportamento da revista Veja nos últimos tempos, sobretudo após o caso escabroso em que um repórter desse veículo tentou invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu em um hotel de Brasília, decidi entrevistar o autor de tão interessante informação.
Conversei com Abreu por telefone durante cerca de 40 minutos. Foi mais um bate-papo informal. Girou, basicamente, em torno da informação que o ator obteve, mas enveredou por sua visão sobre como e por que um empresário do setor de comunicação ousa mandar ao governo do país um recado dessa magnitude, em termos de arrogância.
Segundo Abreu, a informação lhe foi passada por um petista graúdo que procurou a direção da Veja logo após a tentativa de invasão do apartamento de Dirceu. O emissário não teria procurado a revista em nome do governo, mas, sim, em nome do PT. Ainda segundo o entrevistado, essas conversas de petistas e até do governo com a mídia ocorrem institucionalmente e com freqüência.
A tal “raposa felpuda” do PT teria ponderado com a direção da Veja que precisaria haver limites, que a revista estaria passando da conta. Enfim, teria sido a tentativa de um pacto de convivência mínimo. Aliás, informação relevante do entrevistado foi a de que esse pacto até já existe e é por isso que Dilma vem sendo poupada pela mídia, apesar dos ataques ao seu governo.
A resposta veio de cima, do próprio Roberto Civita, e foi a de que não haveria acordo: a Veja pretende derrubar o governo Dilma. As razões para isso não foram explicadas, apesar de que o interlocutor de Abreu diz que o dono da Veja está enfurecido com os sucessivos governos do PT que, nos últimos 9 anos, tiraram da grande mídia montanhas de dinheiro público.
Sempre segundo o entrevistado, apesar de muitos acharem que o governo “dá dinheiro” à mídia (via publicidade oficial) apesar de ser fustigado por ela, nos últimos 9 anos a publicidade do governo federal, enfim, tudo que o governo gasta com comunicação passou a pingar nos cofres midiáticos em proporção infinitamente menor do que jorrava até 2002.
De fato, de 2003 para cá esse bilhão de reais que o governo gasta oficialmente em comunicação, que até aquele ano era dividido entre 500 veículos, hoje irriga cerca de oito mil veículos, muitos deles com linha editorial totalmente inversa à dos grandes meios de comunicação que até o advento da eleição de Lula, em 2002, mamavam tranquilamente. E sozinhos.
Abreu também diz que essa coexistência de bastidores entre adversários políticos (imprensa tucana, de um lado, e PT e governos petistas de outro) se deve a um fato inegável: os políticos precisam da mídia e isso fica claro quando a gente se surpreende ao ver petistas, os mais alvejados por esses veículos, concedendo cordiais entrevistas aos seus algozes.
Particularmente, este blog não se surpreendeu com as revelações de José de Abreu. As marchas contra a corrupção, o objetivo claro de impedir o funcionamento do governo lançando matérias incessantes só contra o governo federal enquanto escândalos enormes como o das emendas dos deputados estaduais paulistas recebem espaço quase zero, mostram que a mídia pretende inviabilizar o governo Dilma Rousseff.
Mais uma vez, digo a quem não acredita: se o cavalo do golpe passar selado, a mídia monta sem pensar. E, agora, tenho até evidências concretas para fundamentar meu ponto de vista. Será, então, que o PT e o governo Dilma vão ficar sentados esperando o golpe? Querem a minha opinião? Acho que vão. Eles ainda acreditam que podem se entender com a imprensa golpista.
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